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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Revista EBD 1º Trimestre 2013- Elias e Eliseu

  A nova obra de José Gonçalves, Porção Dobrada, lançada pela CPAD, tem por finalidade analisar teológia e devocionalmente os ministérios proféticos de Elias e Elizeu, e compará-los com a realidade ministerial dos dias atuais. Quais lições pode-se depreender da vida e obra desses dois portentosos homens de Deus? Por que Eliseu tanto almejou, em dobro, o poder de seu reverenciado predecessor? O que significa “porção dobrada”? Que sentido bíblico-teológico tem esta expressão largamente utilizada por pregadores e ensinadores de diferentes matizes ao longo de várias gerações? Seria uma mera transferência das virtudes ministeriais naturais de Elias para Elizeu, ou um real revestimento do Espírito concedido ao herdeiro do profeta de Tisbé?

  Quase metade dos livros de Reis tem como protagonista os profetas Elias e Eliseu. 1 Reis 17 até 2 Reis 1, falam de Elias, e 2 Reis 2 até 13 de Eliseu, o sucessor de Elias no ministério profético em Israel. O contexto de atuação de Elias é o Reino do Norte, sobretudo durante o reinado de Acabe, que reinou de 875 até 853 antes de Cristo. Um período da história bastante turbulento em que este perverso rei e Jesabel, sua esposa, tentam introduzir em Israel o culto a Baal.

  Elias aparece então como o defensor da fé no Deus de Israel. A partir de 1 Reis 17, diversos episódios ilustram a maneira prodigiosa de Deus interagir com o profeta. Milagres e maravilhas são operados por Javé mediante a instrumentalidade do tisbita: foi alimentado por corvos, multiplicou o azeite e a farinha, e ressuscitou o filho da viúva de Sarepta (1 Rs 17.15- 17ss), desafiou os profetas de Baal no Monte Carmelo (1 Rs 18), e por fim, fugindo para o deserto para não ser morto, foi alimentado milagrosamente por Deus (1 Rs 19.5-8).

  No capítulo 2 de 2 Reis começa o relato do ministério de Eliseu. Já em 1Reis 19.16, Eliseu é ungido, por ordem do Eterno, como sucessor de Elias. Elias é arrebatado para o céu, num carro de fogo, e Eliseu fica com o manto do profeta, que autentica sua sucessão. A partir desse momento, quando recebe “porção dobrada” do espírito de Elias, uma espécie de herança e endosso divino, Elizeu começa a realizar uma série de milagres extraordinários; dentre tantos, a multiplicação do azeite e da farinha de uma viúva em dificuldades, e o mais conhecido de todos, inclusive lembrado por Jesus, a cura de Naamã, chefe do exército Sírio.

  Em Porção Dobrada, estes edificantes episódios, não apenas são relembrados e interpretados exegeticamente, mas aplicados à realidade da vida ministerial moderna, implicando suas crises, impasses e dissoluções.

  A tranquila e rápida sucessão de Elias por Eliseu, e a dificultosa tarefa de se fazer sucessores no ministério cristão de hoje, é sem dúvida alguma, um dos pontos culminantes da presente obra.

  Este tema, tão milindroso e evitado por líderes de diversos seguimentos da cristandade (em razão de sua máxima importância), tem sido recorrente nos escritos de Gonçalves (vide obra “Rastros de Fogo”, também publicada pela CPAD).

  O presente trabalho, que vem colaborar para a maior compreensão das verdades cristãs e estímulo da fé, não se esgota em si mesmo, uma vez que há no mercado literário outros de altíssimo valor teológico acerca do assunto. Todavia, é digno de nota, o fato de que jamais encontraremos comentários concordantes em tudo, uma vez que cada comentarista inevitavelmente, projeta boa parte de si, e de sua experiência no labor da pesquisa.

  Conheci o pastor José Gonçalves há pouco mais de dez anos quando estive ministrando em Teresina com a equipe do CAPED. Naquela ocasião Gonçalves não havia publicado nenhum de seus sete livros e seu nome não era conhecido em toda a extensão dos arraias assembleianos.

  Todavia, conversando com ele nos intervalos das aulas tomei conhecimento de suas empreitadas nas áreas da pesquisa e escrita teológicas. Seu jeito simples de ser e sua rara acuidade acadêmica, fizeram-me crer que de fato estava diante de um grande teólogo, escritor e educador cristão.

  O público estudioso da Bíblia está de parabéns por mais este oportuno trabalho. Estou convicto de que cumprirá plenamente a função a que se destina. A Deus toda a glória!


Marcos Tuler é pastor, educador, escritor, conferencista e reitor da FAECAD

sábado, 5 de janeiro de 2013

LIÇÃO 01 – A APOSTASIA NO REINO DE ISRAEL


PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2013
ELIAS E ELISEU - um ministério de poder para toda a Igreja
COMENTARISTA: JOSÉ GONÇALVES
COMENTÁRIOS - SUPERINTENDÊNCIA DAS EBD'S DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM RECIFE/PE

LIÇÃO 01 – A APOSTASIA NO REINO DE ISRAEL - 1º TRIMESTRE 2013
INTRODUÇÃO
A lição do primeiro trimestre de 2013 tem como título: Elias e Eliseu, um ministério de poder para toda a Igreja, onde teremos o privilégio de estudar treze lições baseadas no ministério destes dois profetas do AT. Sem dúvida, eles viveram em um período de muita apostasia e iniquidade. Profetizar naqueles dias não era uma tarefa fácil! Mas, com autoridade divina, esses dois arautos, não só falaram em Nome de Deus, como também realizaram milagres e coisas extraordinárias, e nenhuma de suas palavras caíram por terra. Nesta primeira lição, estudaremos sobre o contexto político e religioso nos tempos do profeta Elias, principalmente, sobre a apostasia em Israel - seus agentes, consequências e perigos – que foi um dos pecados cometidos pela nação.

I – O QUE É APOSTASIA
1.1 Definição. Do grego, apo, que significa “fora” e histemi, que quer dizer: “colocar-se”. Significa “afastamento” ou o “abandono premeditado e consciente da fé cristã”. No Antigo Testamento não foram poucas as apostasias cometidas por Israel. Só em Juízes, há sete desvios da verdadeira fé em Deus. Para os profetas, apostasia constituía-se num adultério espiritual. Se a congregação hebreia era a esposa de Jeová, deveria guardar-lhe fielmente os preceitos, e jamais curvar-se diante dos ídolos. (ANDRADE, 2006 p. 56).
1.2 Aapostasia no AT. No Antigo Testamento, a apostasia ocorreu, principalmente, quando Israel deixou de servir e adorar ao Único Deus Verdadeiro (monoteísmo) e passou a prestar culto a outros deuses (politeísmo), como podemos ver em (Êx 32.1-18; II Rs 17.7-23; Is 1.2-4; Jr 2.1-9).
1.3 Aapostasia no NT. O termo aparece duas vezes no NT com o sentido de cortar o relacionamento salvífico com Cristo, ou apartar-se da união vital com Ele (At 21.21; II Ts 2.3; Hb 3.12). Apostatar significa rejeitar, depois de haver crido nos ensinos de Cristo, e passar a crer em doutrinas contrárias (I Tm 4.1; II Tm 4.3). Sendo assim, a apostasia só é possível para quem já experimentou a salvação (Lc 8.13; Hb 6.4,5).
II – AS CAUSAS DA APOSTASIA EM ISRAEL
2.1 Casamento misto. O Senhor Deus advertiu a nação quanto ao perigo do casamento misto, ou seja, da união conjugal com outros povos (Êx 34.12-16; Dt 7.1-4). No entanto, os filhos de Israel não guardaram este mandamento, e, como Deus havia advertido, esses casamentos conduziram os israelitas a apostasia (Nm 25.1-3; I Rs 11.1-8; 16.31-34; Ed 10.1,2). O rei Acabe, por exemplo, influenciado por sua esposa Jezabel, substituiu o culto à Jeová pela adoração à Baal (I Rs 16.31-33), e, como se não bastasse, ela intentou matar a todos os profetas do Senhor (I Rs 18.4). É por esta razão que a Bíblia nos adverte sobre o perigo do jugo desigual (Am 3.3; I Co 6.14-18).
2.2 Maus exemplos dos reis. A apostasia em Israel ocorreu, principalmente, por causa dos maus exemplos dos reis de Israel, que conduziram a nação à idolatria. O rei Salomão, por exemplo, abandonou ao Senhor e tornou-se idólatra, prostrando-se diante de outros deuses (I Rs 11.1-5), o que o Senhor havia proibido terminantemente na Lei (Êx 20.3-5; Dt 5.7-9). Após a sua morte, seu filho Roboão reinou em seu lugar (I Rs 11.43), e, a partir de então, a nação foi dividida em dois reinos: o Reino do Norte, denominado Israel, com dez tribos; e o Reino do Sul, chamado Judá, com apenas duas tribos, Judá e Benjamim (I Rs 12.16-25). Vejamos como se deu a monarquia em Israel (Reino do Norte), de Jeroboão até o rei Acabe: 2.2.1 Jeroboão. Foi o primeiro rei de Israel após a divisão do Reino (I Rs 12.20). Ele fez dois bezerros de ouro e pôs um em Betel e outro em Dã (I Rs 12.28-30). Ele também estabeleceu sacerdotes que não eram da linhagem de Levi (I Rs 12.28-31) e sacrificou aos bezerros que fizera, provocando a ira do Senhor (I Rs 12.28.31-33).
2.2.2 Nadabe. Ele reinou por apenas dois anos, e fez o que era mal aos olhos do Senhor, andando nos caminhos de seu pai, fazendo pecar a Israel (I Rs 15.25-31).
2.2.3 Baasa. Ele reinou por vinte e quatro anos e também fez o que era mal aos olhos do Senhor, e andou nos caminhos de Jeroboão, conduzindo Israel à idolatria, provocando a ira do Senhor (I Rs 15.33,34; 16.13); 2.2.4 Elá. Seu reinado durou apenas dois anos (I Rs 16.8), e também foi um mal rei, fazendo pecar a Israel, irritando ao Senhor (I Rs 16.13).
2.2.5 Zinri. O reinado de Zinri foi o mais curto de todos. Ele reinou por apenas sete dias (I Rs 16.15). Mas, também andou nos caminhos de Jeroboão, fazendo o que era mal aos olhos do Senhor, fazendo pecar a Israel (I Rs 16.19).
2.2.6 Onri. Ele reinou por dezoito anos (I Rs 16.23), fez o que era mal aos olhos do Senhor, e foi o pior rei de todos que lhe antecederam, fazendo pecar a Israel (I Rs 16.25,26).
2.2.7 Acabe. Quando Onri morreu, Acabe reinou em seu lugar (I Rs 16.28), que teve a capacidade de fazer pior do que todos os reis que lhe antecederam (I Rs 16.30,31). Ele casou-se com Jezabel, que, além de controlá-lo (I Rs 21.25), levou a nação de Israel a adorar seus deuses (I Rs 18.19,20).
Foi em meio a essa crise social, moral e espiritual que Deus levantou o profeta Elias para combater o pecado, proclamar o juízo divino e chamar o povo ao arrependimento.
III – A DIFUSÃO DO CULTO A BAAL
A palavra Baal deriva-se do hebraico, ba`al, e significa “proprietário”, “senhor” ou “marido” (I Cr 5.5; 8.30; 9.36). Baal era o nome comum dado ao deus da fertilidade em Canaã. O AT registra que ele era o deus dos cananeus, mas, também foi cultuado e adorado pelos israelitas (Nm 25.1-3; Jz 2.11,13; 3.7; I Sm 12.10; I Rs 16.31,32; 18.18). Muitas cidades fizeram de Baal um deus local, como Baal-Peor (Nm 25.3,5); Baal-Gade (Js 11.17); Baal-Berite, em Siquém (Jz 8.33); Baal-Zerube, em Ecrom (II Rs 1.2-16); Baal-Zefom (Nm 33.7); e Baal-Hermom (Jz 3.3). Dentre todos os profetas, Jeremias e Oseias mencionaram Baal com muita frequência (Jr 2.8,23; 7.9; 9.14; 11.13,17; 12.16; 19.5; 23.13,27; Os 2.8,13,17; 9.10; Os 2.8,13,17; 9.10; 11.2; 13.1). Essa religião exerceu grande influência sobre Israel, especialmente no Reino do Norte, onde as ideias e culturas pagãs tornaram-se parte da religião israelitas.
Jezabel, esposa do rei Acabe, foi uma rainha idólatra (I Rs 16.31,32) que lutou contra os profetas do Senhor (I Rs 18.4,13), enquanto cerca de 850 profetas de Baal e Aserá comiam à sua mesa (I Rs 18.19). Isto fez com que o profeta Elias desafiasse os profetas de Baal e Aserá, perguntando se Yaweh ou Baal era Deus (I Rs 18.24). Mas, isto não significa dizer que toda a nação se corrompeu, pois, nos dias de Elias havia sete mil que não haviam se curvado diante de Baal (I Rs 19.18).
IV - AS CONSEQUÊNCIAS DA APOSTASIA EM ISRAEL NOS DIAS DO PROFETA ELIAS
Nos dias de Elias, os israelitas, sob a influência da família real, tornaram-se adoradores de Baal, que era considerado como sendo o deus cananeu da chuva e da fertilidade (I Rs 16.29-34). Por isso, o profeta Elias proferiu uma mensagem de juízo divino contra a nação, e, principalmente contra o seu rei, e anunciou uma seca que durou três anos e meio, demonstrando que Jeová é superior a Baal. Esta seca trouxe fome e miséria à nação (I Rs 17.1; Tg 5.17). Em meio a crise, o profeta Elias disse a Acabe: “Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor, e seguistes os baalins” (I Rs 18.18). Como o Senhor havia predito nos livros da Lei, a fertilidade e fartura não dependiam de divindades pagãs, e sim, da obediência aos preceitos divinos; e, consequentemente, a seca e a escassez, em decorrência da desobediência à Lei divina (Dt 11.13- 17; 28.1-6, 23,24).
V – OS PERIGOS DA APOSTASIA
Embora a apostasia tenha ocorrido no passado, ela acontece com mais frequência em nossos dias, como cumprimento da Palavra de Deus. O apóstolo Paulo disse: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (I Tm 4.1). Muitos cristãos estão sendo influenciados por falsos ensinos e doutrinas de demônios em nossos dias. O escritor da carta aos Hebreus traz uma palavra de advertência quando diz que aquele que no passado teve uma experiência de salvação com Cristo, mas que, deliberada e continuamente endurece o coração para não atender a voz do Espírito Santo (Hb 3.7-19), continua a pecar intencionalmente (Hb 10.26) e se recusa a arrepender-se e voltar-se para Deus, pode chegar a um ponto tal, que não haverá mais possibilidade de arrependimento e de salvação (Hb 6.4-6).
CONCLUSÃO
Como pudemos ver, a apostasia existe desde os tempos passados, como ocorreu nos dias de Salomão, Jeroboão, e, principalmente, nos dias de Acabe, rei de Israel. Por esta razão, o Senhor Deus levantou os profetas Elias e Eliseu, não apenas para profetizar e combater os pecados da nação, mas, também, para operar milagres extraordinários, revelando a soberania e o poder de Deus sobre os homens e a natureza. Tal qual os dias de Elias, nós também vivemos em um período de muita apostasia e abandono da fé, onde as doutrinas humanas e demoníacas são difundidas através da mídia e dos meios de comunicação. Por isso, nestes tempos pós-modernos, Deus está à “procura” de homens corajosos como Elias e Eliseu, para refutar os falsos ensinos de hereges e falsos
profetas, anunciando ousadamente a Palavra de Deus na unção do Espírito Santo.
REFERÊNCIAS
• Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
• DILLARD, Raymond B. Fé em face da apostasia. CULTURA CRISTÃ.
• ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA.
• CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
• STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
Fonte: http://www.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/  Acesso em 04 jan. 2013

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Dicas Para Escola Bíblica Dominical (EBD)

Dicas Para Escola Bíblica Dominical (EBD)

COMO MELHORAR A ESCOLA DOMINICAL

COMO MELHORAR A ESCOLA DOMINICAL

O Superintendente e a Gestão da Escola Dominical


O Superintendente e a Gestão da Escola Dominical



Superintendente

No Hebraico: O termo “superintendente” procede do latim e significa, “aquele que dirige na qualidade de chefe”; “aquele que inspeciona”, “aquele que supervisiona”. No hebraico, o paqîd é descrito como: inspetor, encarregado, capataz. O termo descreve um subordinado especial (Gn 41.34) posto em uma posição de “supervisão de outros”. O paqîd era um funcionário real de confiança que administrava o trabalho e funções dos soldados, sacerdotes e levitas no Antigo Testamento. Em 2 Cro 31.13; 34.10,12,17 é o administrador do Templo.

No Grego: proistemi (Rm 12.8) é o que “preside”, literalmente “aquele que está à frente de”; “liderar” ou “dirigir”. De acorco com Paulo, os líderess são pessoas capacitadas sobrenaturalmente pelo Espírito Santo para administrar, presidir e liderar atividades executadas pelo Corpo de Cristo para o crescimento do Reino de Deus.

Contemporâneo: Se eventualmente admitirmos as atuais mudanças adminstrativas da educação brasileira na ED, chamaríamos a função do superintendente ou diretor de: “Gestor da Escola Dominical”. A mudança de nomenclatura envolve também uma alteração de rumo ou mudança política e administrativa dos antigos paradigmas ou modelos de organização escolar.

Funções Gestoras do Superintende da ED

1. Criar projetos de qualidade educacional (Projetos participativos)

2. Análise crítica do projeto educacional (Análise participativa)

3. Administrar os recursos humanos e materiais:

4. Selecionar com base na capacidade das pessoas de atenderem às especificações das atividades docentes;

5. Criar um ambiente de cooperação que promova a excelência e uma relação sólida e segura entre os professores e alunos, alunos e professores, superintendente e professor, professor e superintendente; superintendente e alunos, alunos e superintendente;

6. Envolver todos os professores e alunos na garantia da qualidade da Escola Dominical;

7. Criar programas de capacitação continuada para os professores;

8. Atender as necessidades materiais da Escola Dominical;

9. Atender os alunos:
  • Quem são os alunos?
  • Que necessidades eles têm?
  • Como melhor aprendem?
  • Como são estimulados à busca do conhecimento?
  • Como é a relação professor-aluno?
  • Qual o conteúdo ensinado?
  • Como respondem ao conteúdo ensinado?

10. Atender os professores:
  • Quem são os professores?
  • Que necessidades eles têm?
  • Como ensinam?
  • Como são estimulados à busca do conhecimento?
  • Como se relacionam com a igreja?
  • Qual a formação dos professores?
  • Como usam os recursos educacionais oferecidos?

Como Agem os Superintendes Eficazes?

1. Definem objetivos claros;

2. Exibem confiança e receptividade com relação aos outros;

3. Discutem fatos abertamente;

4. Solicitam e ouvem ativamente o ponto de vista dos outros;

5. Utilizam a gestão participativa para criar um abiente de cooperação e particiipação;

As Habilidades do Superintendente Eficaz

1. Habilidade de planejamento;

2. Habilidade de manejo e controle do orçamento;

3. Habilidade de organização;

4. Habilidade de resolver problemas criativamente;

Competências administrativas e pedagógicas
  • Habilidade de comunicar eficazmente;
  • Habilidade de mobilizar a equipe escolar e a igreja local;
  • Habilidade de desenvolver equipes;
  • Habilidade de negociar e resolver conflitos;
  • Habilidade de avaliar e dar feedback ao trabalho dos outros. 
fonte: http://teologiaegraca.blogspot.com.br/2008/10/o-superintendente-e-gesto-da-escola.html

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Malaquias - A Sacralidade da Família :Leitura Diária

Segunda :O MODELO DA FAMILIAA tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa.
Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR.
Salmos 128:3-5


Terça: SUBMISSÃO NA FAMÍLIA
Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor;
Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.
Efésios 5:22-25

Quarta: AMOR SACRIFICAL NA FAMILIA
Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
Efésios 5:25-29

Quinta: OBEDIENCIA NA FAMILIA
Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.
Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa;
Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
Efésios 6:1-4

Sexta: A COMUNHAO NO AMBITO FAMILIAR
[cântico dos degraus, de Davi] Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. 
Salmos 133:1

Sabado: A FAMILIA QUE AGRADA A DEUS
Os velhos, que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na paciência;
As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem;
Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,
A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.
Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados. 
Tito 2:2-6

Malaquias - A Sacralidade da Família - Pb. José Roberto A. Barbosa


Texto Áureo: Gn. 2.24 - Leitura Bíblica: Ml. 1.1; 2.10-16
Prof. José Roberto A. Barbosa



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Twitter: @subsidioEBD
INTRODUÇÃO

A sacralidade é um dos temas abordados por Malaquias em sua mensagem e que será enfocado na lição de hoje. Mas outros assuntos são tratados por esse profeta, cujo livro encerra o cânon do Antigo Testamento. A principio destacaremos os aspectos contextuais do livro, em seguida, sua mensagem, e ao final, sua contextualização para os dias atuais.
1. ASPECTOS CONTEXTUAIS

Malaquias, cujo nome significa “meu mensageiro”, tem como objetivo confrontar o povo em relação aos seus pecados e restaurar o relacionamento com Deus. O destinatário da sua mensagem é o povo de Judá, após o retorno do cativeiro babilônico. Malaquias provavelmente profetizou depois de Ageu e Zacarias, no tempo posterior a Neemias. A data aproximada do escrito é 430 a. C. Mesmo o Templo tendo sido reconstruído, o povo perdeu o ânimo pela adoração ao Senhor. O sentimento comum entre o povo é de apatia e desilusão. O versículo-chave de Malaquias se encontra em Ml. 4.1,2: “Porque eis que aquele dia vem ardendo como forno; todos os soberbos e todos os que cometem impiedade serão como palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo das suas asas; e saireis e crescereis como bezerros do cevadouro”. O estilo linguístico de Malaquias é retórico, apelando para o método de perguntas e respostas, sempre de cunho dramático, como em Ml. 3.7,8. O livro de Malaquias pode ser assim dividido: 1) o amor de Deus pela nação israelita (Ml. 1.1-5); 2) o pecado da nação (Ml. 1.6-3.15); 2.1) o pecado dos sacerdotes (Ml. 1.6-2.9); 2.2) O pecado do povo (Ml. 2.10-3.18); 3) as promessas de Deus para Israel (Ml. 4); 3.1) predição da vinda de Cristo (Ml. 4.1-3); 3.2) predição da vinda de Elias (Ml. 4.4-6).
2. A MENSAGEM DE MALAQUIAS

O mensageiro do Senhor inicia ressaltando o amor de Deus pelo Seu povo, amor esse questionado, tendo em vista as múltiplas adversidades pelas quais passou (Ml. 1.1-5). As provações podem fazer com que as pessoas questionem o amor de Deus, mas Ele as ama, o Seu povo não teria motivos para lamentar, pois o Senhor continuava destinando a ele os seus cuidados (Ml. 1.6-14). O problema estava nos sacerdotes, que espelhavam um comportamento vergonhoso perante o povo. A apatia dos judeus era reflexo do descaso dos sacerdotes, que corrompiam a nação (Ml. 2.1-9). Tal corrupção era concretizada nos relacionamentos conjugais. Ao invés de casarem entre si, os judeus estavam investindo em casamentos mistos. Os divórcios estavam se tornando prática comum entre o povo de Deus. A ausência de convicção doutrinária resulta em práticas morais distanciadas dos princípios divinos. Por causa disso, as orações deixaram de ser respondidas (Ml. 1.10-16). A exortação divina é para que Seu povo esteja atento à mensagem dAquele que será enviado. Um profeta virá e trará confronto e advertência, já que o Messias imporá Sua justiça (Ml. 3.1-5). O profeta que preparará o caminho, conforme a narrativa de Mt. 11.10; Mc. 1.2l Lc. 7.27 se trata de João Batista. Outro descaso dos judeus, em relação aos procedimentos divinos, é manifestado na falta compromisso diante dos dízimos e ofertas (Ml. 3.5-10). O povo não trazia mais suas contribuições para a Casa do Tesouro. Apenas alguns poucos se interessavam pelas coisas de Deus, esses são reconhecidos como “particular tesouro” para Ele (Ml. 3.11-18). Malaquias conclui sua mensagem advertindo o povo quanto ao julgamento vindouro. Deus enviará o profeta Elias antes que venha o Dia do Senhor, quando ferirá “a terra com maldição” (Ml. 4.1-6).
3. PARA HOJE

Infelizmente as desilusões da vida podem nos levar a questionar o amor de Deus. Somos tentados, diante das adversidades, a pensar que Ele não mais se interessa por nós. Quando a noite chega, e não há estrelas no céu, perguntamos: Senhor, Tu me amas? Em algumas situações indagamos: Onde está Deus que não responde? Por que Ele não se manifesta? Mas Ele não se esqueceu de nós, ainda que não sintamos Sua presença. Não devemos confiar em nossos sentimentos quando diz respeito à presença de Deus. O amor de Deus pode ter um aspecto subjetivo, isto é, podemos senti-lo, mas seu fundamento é objetivo, Ele provou, em Cristo, Seu amor para conosco (Jo. 3.16; Rm. 5.8). Ao invés de questionarmos o amor de Deus, precisamos aprender a enfrentar as adversidades, sobretudo a viver para Ele. Uma vida dedicada a Deus envolve procedimentos morais. Existem pessoas que acreditam em uma coisa e fazem outra, faz parte da natureza pecaminosa (Rm. 7.17), mas o normal é agirmos em conformidade com nossa fé (Tg. 2.12), nossas atitudes devam materializar a fé que esposamos. O relacionamento conjugal deve ser pautado nos princípios escriturísticos: monogâmico, heterossexual e indissolúvel (Gn. 2.24), o amor-agape deve ser o fundamento cristão para a vida conjugal (Ef. Ef. 5.20-33). A esfera financeira também deve ser influenciada pela nossa fé. Quanto mais confiamos em Deus, menos nos tornamos focados na autossuficiência e mais contribuímos com o Seu reino. É preciso que os líderes eclesiásticos levem a sério o evangelho que pregam, e deem exemplo. Assim o povo será motivado a entregar seus dízimo e ofertas, ao invés de retê-los. Mas não devemos entregar apenas nosso dinheiro para a obra de Deus, o ser, integralmente, deve ser apresentado perante Ele (Rm. 12.1). E vivermos diante da realidade do julgamento divino, que sobrevirá no futuro, o ministério de João Batista antecipou a revelação do Messias. Mas é provável que o próprio Elias retorne, por ocasião da Tribulação, a fim de advertir as pessoas quanto ao Dia do Senhor (Ap. 11.1-14).
CONCLUSÃO

O Deus de Israel não mudou, continua admoestando quanto à sacralidade do casamento. Deus, não o homem, criou o casamento, entre macho e fêmea (Gn. 1.27). Ele olhou para o homem, e, em sua singularidade, percebeu que não era bom que aquele estivesse só (Gn. 2.18). Ele também criou a mulher como auxiliadora, para que estivesse ao lado do homem, para que se multiplicassem (Gn. 1.28). O casamento cristão deve ser monogâmico, heterossexual e indissolúvel, sobretudo no Senhor, a fim de evitar os males decorrentes do casamento misto (II Co. 6.14). Por outro lado, não é pecado o relacionamento conjugal com uma pessoa descrente, contanto que este tenha sido concretizado antes da conversão (I Co. 7.12-16).
BIBLIOGRAFIA

BALDWIN, J. G. Ageu, Zacarias e Malaquias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

BOICE, J. M. The minor prophets. Grand Rapids: Bakerbooks, 2006.

Publicado no blog Subsidio EBD